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domingo, 3 de maio de 2009

10 piores países do mundo para ser blogueiro

O Comitê para Proteção aos Jornalistas [CPJ], entidade com sede em Nova York, listou os 10 piores países do mundo para ser blogueiro. "Com um governo que restringe o acesso à internet e impõe duras penas de prisão para quem divulgar material crítico ao governo, Mianmar [antiga Birmânia] é o pior lugar do mundo para ser blogueiro", diz o informe do CPJ.
Para o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon, alguns governos estão "aprendendo a voltar a tecnologia contra os blogueiros, censurando e filtrando a internet, restringindo o acesso à web. Quando nada disso funciona, as autoridades simplesmente prendem alguns blogueiros para intimiar o restante da comunidade, com o objetivo de silenciá-la ou para que se autocensure".

Os dez piores, segundo a lista do CPJ

1. Mianmar
O governo de Mianmar mantêm os meios de comunicação sob forte censura e também impõe severas restrições sobre os blogs e outras atividades na internet. O blogueiro Maung Thura, conhecido como Zargnar, está cumprindo 59 anos de prisão por haver divulgado imagens do ciclone Nargis, em 2008.

2. Irã
As autoridades prendem e reprimem com regularidade os blogueiros que escrevem críticas sobre líderes religisoso ou políticos, sobre a revolução islâmica e seus símbolos. O governo obriga que os blogueiros registrem os seus blogs no Ministério de Arte e Cultura. Milhares de sites são bloqueados. O blogueiro Omidreza Mirsayafi, preso por "insulto" a líderes religiosos, morreu na prisão, em circunstâncias não esclarecidas.

3. Síria
O governo usa filtros para bloquear sites. As autoridades prendem blogueiros que divulgam infomação consideradas "falsas" ou prejudiciais à "unidade nacional". Waed al-Mhana, defensor de sítios arqueológicos em perigo, está sendo processado por haver denunciado a demolição de um antigo mercado em Damasco.

4. Cuba
O blog Generación Y de Yoani Sánchez faz parte de um pequeno e crescente grupo de blogueiros independentes cubanos. A população de Cuba somente pode conectar-se à web em hotéis e cafés. A internet é controlada pelo governo por meio de "vales" muito caros. O governo cubano mantém presos 21 jornalistas, que foram a vanguarda do jornalismo digital em Cuba. Esses jornalistas enviavam seu material para blogs do exterior e foram detidos em 2003.

5. Arábia Saudita
Cerca de 400 mil sítios são bloqueados pelo governo, incluindo os que abordam temas políticos sociais ou religiosos. O blogueiro Fouad Ahmed al-Farhan foi encarcerado durante vários meses em 2007, sem acusação formal, por haver defendido reformas no regime e a liberação de presoso políticos.

6. Vietnã
Os blogueiros tentam, por meio da internet, furar o bloqueio dos meios de comunicação tradicionais, controlados pelo governo. As autoridades têm pedido a companhias como o Yahoo, Google e Microsoft que lhes entregue informações sobre os blogueiros. Em setembro do ano passado, o blogueiro Nguyen Van Hai, conhecido como Dieu Cay, foi sentenciado a 30 anos de prisão por evasão de impostos. Investigação do CPJ mostra que foi uma represália pela sua atuação como blogueiro.

7. Tunísia
Os provedores da internet têm de entregar ao governo o IP ou outra informação que lhe permita identificar os blogueiros. Todo o tráfico da internet é controlado. Os blogueiros Slim Boukhdhir e Mohamed Abbou foram presos pelo seu trabalho informativo.

8. China
A China tem quase 300 milhões de pessoas conectadas, número maior o que qualquer outro país. Mas as autoridades mantêm severo programa de censura digial, com provedores para filtrar buscas, bloquear sites, apagar conteúdo "inconveniente" e monitorar o tráfego de e-mails. Os meios tradicionais - imprensa, rádio e TV - estão sob o controle do governo. Pelo menos 24 jornalistas digitais estão presos, segundo investigações do CPJ.

9. Turcomenistão
A companhia de telecomunicação MTS começou a oferecer acesso à internet por meio de telefones celulares em 2005, mas o contrato requer que os clientes evitem sites críticos ao governo. O provedor estatal de serviços bloqueia acesso a sites de dissidentes e monitora as contas de e-mails registradas no Gmail, Yahoo e Hotmail.

10. Egito
O tráfego de todos os provedores passa pela Telecom Egito, controlada pelo Estado. As autoridades detêm com regularidade, por períodos indeterminados, blogueiros críticos. Grupos locais de liberdade de imprensa documentaram a detenção de mais de 100 blogueiros em 2008. Ainda que a maioria seja libertada depois de certo período, alguns ficaram detidos por vários meses, muitos sem ordem judicial. Quase todos os detidos indicaram haver sido maltratados, alguns torturados. O blogueiro Abdel Karim Suleiman, conhecido como Karim Amer, está cumprindo pena de 4 anos de prisão por haver "insultado" o islã e o presidente Hosni Mubarak.

A matéria completa pode ser vista no portal do CPJ [em espanhol]

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Reino Unido proíbe anúncio

Autoridades do Reino Unido proibiram anúncio de televisão da fundação Women's Aid. No filme, a atriz Keira Knightley [de Piratas do Caribe] apanha do namorado depois de voltar de uma filmagem. Chamado de "Cut" [corta], o anúncio faz um alerta sobre a violência doméstica e termina com a pergunta: "Já não é hora de alguém gritar 'corta'"? Segundo as autoridades do Clearcast, entidade responsável pela supervisão dos conteúdos publicitários no Reino Unido, o filme dirigido pelo cineasta britânico Joe Wright é muito "pesado" para divulgação nesse meio de comunicação. O órgão pede que as cenas de agressão sejam eliminadas para exibição na TV por terem sido consideradas excessivamente violentas. [As informaçãoes são da AdNews.]

No Brasil, a cada vez que se fala em controlar a publicidade na TV - inclusive de bebidas alcoólicas, como cerveja, que gozam de estranha liberdade para serem veiculadas a qualquer hora - alguém grita: "Censura". Seria? Não estaria na hora de alguém gritar "corta" para esse tipo de argumento que confunde publicidade com liberdade de imprensa?


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Negar informação à sociedade é censura

A Corte Européia de Direitos Humanos decidiu que a negativa de órgãos públicos em liberar informação fundamental ao monitoramento do governo pela sociedade e mídia se caracteriza como censura, a partir do monopólio da informação. O tribunal considerou transgressão à Convenção Européia de Direitos Humanos a medida da Corte Constitucional Húngara, quando negou à União Húngara de Liberdades Civis a divulgação dos questionamentos dos parlamentares sobre a legalidade de uma nova lei de política pública para drogas. Mais aqui.