O jornal Folha de S. Paulo abriu concurso para incentivar pesquisas sobre a história do jornalismo brasileiro. O programa "Folha Memória" selecionará três projetos de pesquisa e premiará seus autores com uma bolsa de R$ 2.300 mensais durante seis meses, mediante reembolso de despesas.
Nesse períododo, os candidatos selecionados - orientados por jornalista da Folha - terão de produzir pesquisa com rigor acadêmico e transformá-la em texto de caráter jornalístico. O melhor dos três trabalhos será publicado em livro editado pela Publifolha, e seu autor ganhará um notebook.
Leia mais. Ficha de inscrição.
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Twitter?, hem?
Dizem por aí que o jovem é "conectado", que sabe tudo das "novas mídias", etc. Escutem esta: um jornalista do O POVO foi fazer palestra sobre o ofício em um colégio particular, para alunos do terceiro ano do ensino médio. Fazia um mea culpa pelo fato de o jornal ter demorado a descobrir o potencial do Twitter, quando ouviu exclamações: o quê?, hem? Então perguntou: alguém aqui sabe o que é Twitter? Cerca de 30 alunos, ninguém sabia.
Bom, pode ser que todos soubessem o que é Orkut, mas será que eles não leem nada sobre o que se passa no mundo virtual no qual eles vivem? Ou será que a sala é uma exceção?
A propósito, Twitter é uma das chamadas "mídias sociais", uma rede de relacionamento interpessoal, que permite postar mensagens até 140 caracteres. É um microBlog, agora blog é... Acho que Blog [quase] todo mundo já sabe o que é. Veja aqui uma lista de utilidades para o Twitter.
Bom, pode ser que todos soubessem o que é Orkut, mas será que eles não leem nada sobre o que se passa no mundo virtual no qual eles vivem? Ou será que a sala é uma exceção?
A propósito, Twitter é uma das chamadas "mídias sociais", uma rede de relacionamento interpessoal, que permite postar mensagens até 140 caracteres. É um microBlog, agora blog é... Acho que Blog [quase] todo mundo já sabe o que é. Veja aqui uma lista de utilidades para o Twitter.
IPhone obrigatório em faculdade americana
O curso de Jornalismo da Universidade do Missouri [Estados Unidos] exigirá que seus alunos tenham um iPhone ou iPod Touch como material indispensável a partir do próximo semestre, para download de material. Segundo comunicado da universidade, divulgado pela imprensa americana, o reprodutor de mp3 iPod Touch, fabricado pela Apple, é "requisito mínimo" para os estudantes de Jornalismo.
De leve, no folheto que divulgava a novidade, a faculdade aproveitou para fazer uma publicidade básica: "A melhor solução para os estudantes que não tenham iPod Touch ou iPhone é ir à TigerTech, loja de informática da universidade, e comprar um", ressalvando que os alunos teriam direito "desconto" e "facilidades" de financiamento para adquirir o aparelho. [Da agência EFE, reproduzido por Yahoo
De leve, no folheto que divulgava a novidade, a faculdade aproveitou para fazer uma publicidade básica: "A melhor solução para os estudantes que não tenham iPod Touch ou iPhone é ir à TigerTech, loja de informática da universidade, e comprar um", ressalvando que os alunos teriam direito "desconto" e "facilidades" de financiamento para adquirir o aparelho. [Da agência EFE, reproduzido por Yahoo
domingo, 10 de maio de 2009
Governo do Estado infla número de acessos a seu portal
Blogueiros do Ceará iniciaram campanha via blogs e Twitter contra uma gambiarra do governo do Estado do Ceará que está inflando artificialmente o número de acessos a seu portal. O truque consiste no seguinte: todas as vezes que alguém digita o endereço de uma instituição ligada ao Estado: Uece, Detran, secretarias, etc., a URL [endereço na internet] é redirecionada, obrigando o usuário a fazer um passeio forçado pelo portal do Governo.
Além de enganar o internauta - que pode ter pressa ou mesmo urgência em obter uma informação - o truque vai contra todas as regras que regem a usabilidade da internet.
A propósito, a campanha se chama URL Burra. Veja mais no Eu podia tá matando e no Liberdade Digital.
Além de enganar o internauta - que pode ter pressa ou mesmo urgência em obter uma informação - o truque vai contra todas as regras que regem a usabilidade da internet.
A propósito, a campanha se chama URL Burra. Veja mais no Eu podia tá matando e no Liberdade Digital.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
Wikipedia e o apóstolo Paulo
O estudante irlandês, Shane Fitzgerald, de 22 anos, conseguiu enganar os editores de jornais inglesas da Índia e Austrália. Ele inventou uma citação e a atribuiu, na Wikipedia, ao compositor francês Maurice Jarre, morto em 29 de março. A frase foi reproduzida no obituário do jornais ingleses The Guardian e The London Independent e no site BBC Music Magazine, entre outros.
A frase inventada, e sem fonte de origem, foi postada pelo estudante logo após a morte do músico. Foi retirada do ar por moderadores da Wikipedia por duas vezes, mas recolocada por Fitzgerald logo depois. O erro permaneceu no ar durante todo o dia 30 de março. Veja no Comunique-se [é necessário cadastro].
Estudantes costumam me perguntam se a Wikipedia pode ser usada como fonte de consulta. Eu costumo recitar-lhes a exortação do apóstolo Paulo fez aos coríntios [6, 12], quando estes lhe perguntaram o que era permitido e o que era proibido aos cristãos. Em uma lição do que é o livre arbítrio ele respondeu: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma". Ou, em outra tradução: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma".
Para os jornalistas pode ser traduzido assim: a Wikipedia pode ser uma das fontes de pesquisa, mas não pode ser tida como "a" fonte.
A frase inventada, e sem fonte de origem, foi postada pelo estudante logo após a morte do músico. Foi retirada do ar por moderadores da Wikipedia por duas vezes, mas recolocada por Fitzgerald logo depois. O erro permaneceu no ar durante todo o dia 30 de março. Veja no Comunique-se [é necessário cadastro].
Estudantes costumam me perguntam se a Wikipedia pode ser usada como fonte de consulta. Eu costumo recitar-lhes a exortação do apóstolo Paulo fez aos coríntios [6, 12], quando estes lhe perguntaram o que era permitido e o que era proibido aos cristãos. Em uma lição do que é o livre arbítrio ele respondeu: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma". Ou, em outra tradução: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma".
Para os jornalistas pode ser traduzido assim: a Wikipedia pode ser uma das fontes de pesquisa, mas não pode ser tida como "a" fonte.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Supremo no YouTube
O STJ [Supremo Tribunal Federal e o Conselho] e o CNJ [Conselho Nacional de Justiça] firmaram parceria com o Google para incluir conteúdo no YouTube. O acordo foi feito entre Gilmar Mendes [presidente do STF], Alexandre Hohagen [diretor-geral do Google para a América Latina] e Ivo da Motta Azevedo Corrêa [diretor-geral do Google para a América Latina]. Serão utilizadas ferramentas tecnológicas desenvolvidas pelo Google para melhorar a comunicação entre o STF e o CNJ. Uma das propostas é a criação de um canal do YouTube para as duas instituições. Segundo o Notícias do STF, o objetivo é permitir o acesso a vídeos dos julgamentos pela Internet em qualquer lugar e a qualquer momento.
Quem é que vai negar agora a assertiva do ministro Joaquim Barbosa que Gilmar Mendes gosta de estar na mídia. :)
Quem é que vai negar agora a assertiva do ministro Joaquim Barbosa que Gilmar Mendes gosta de estar na mídia. :)
domingo, 3 de maio de 2009
10 piores países do mundo para ser blogueiro
O Comitê para Proteção aos Jornalistas [CPJ], entidade com sede em Nova York, listou os 10 piores países do mundo para ser blogueiro. "Com um governo que restringe o acesso à internet e impõe duras penas de prisão para quem divulgar material crítico ao governo, Mianmar [antiga Birmânia] é o pior lugar do mundo para ser blogueiro", diz o informe do CPJ.
Para o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon, alguns governos estão "aprendendo a voltar a tecnologia contra os blogueiros, censurando e filtrando a internet, restringindo o acesso à web. Quando nada disso funciona, as autoridades simplesmente prendem alguns blogueiros para intimiar o restante da comunidade, com o objetivo de silenciá-la ou para que se autocensure".
Os dez piores, segundo a lista do CPJ
1. Mianmar
O governo de Mianmar mantêm os meios de comunicação sob forte censura e também impõe severas restrições sobre os blogs e outras atividades na internet. O blogueiro Maung Thura, conhecido como Zargnar, está cumprindo 59 anos de prisão por haver divulgado imagens do ciclone Nargis, em 2008.
2. Irã
As autoridades prendem e reprimem com regularidade os blogueiros que escrevem críticas sobre líderes religisoso ou políticos, sobre a revolução islâmica e seus símbolos. O governo obriga que os blogueiros registrem os seus blogs no Ministério de Arte e Cultura. Milhares de sites são bloqueados. O blogueiro Omidreza Mirsayafi, preso por "insulto" a líderes religiosos, morreu na prisão, em circunstâncias não esclarecidas.
3. Síria
O governo usa filtros para bloquear sites. As autoridades prendem blogueiros que divulgam infomação consideradas "falsas" ou prejudiciais à "unidade nacional". Waed al-Mhana, defensor de sítios arqueológicos em perigo, está sendo processado por haver denunciado a demolição de um antigo mercado em Damasco.
4. Cuba
O blog Generación Y de Yoani Sánchez faz parte de um pequeno e crescente grupo de blogueiros independentes cubanos. A população de Cuba somente pode conectar-se à web em hotéis e cafés. A internet é controlada pelo governo por meio de "vales" muito caros. O governo cubano mantém presos 21 jornalistas, que foram a vanguarda do jornalismo digital em Cuba. Esses jornalistas enviavam seu material para blogs do exterior e foram detidos em 2003.
5. Arábia Saudita
Cerca de 400 mil sítios são bloqueados pelo governo, incluindo os que abordam temas políticos sociais ou religiosos. O blogueiro Fouad Ahmed al-Farhan foi encarcerado durante vários meses em 2007, sem acusação formal, por haver defendido reformas no regime e a liberação de presoso políticos.
6. Vietnã
Os blogueiros tentam, por meio da internet, furar o bloqueio dos meios de comunicação tradicionais, controlados pelo governo. As autoridades têm pedido a companhias como o Yahoo, Google e Microsoft que lhes entregue informações sobre os blogueiros. Em setembro do ano passado, o blogueiro Nguyen Van Hai, conhecido como Dieu Cay, foi sentenciado a 30 anos de prisão por evasão de impostos. Investigação do CPJ mostra que foi uma represália pela sua atuação como blogueiro.
7. Tunísia
Os provedores da internet têm de entregar ao governo o IP ou outra informação que lhe permita identificar os blogueiros. Todo o tráfico da internet é controlado. Os blogueiros Slim Boukhdhir e Mohamed Abbou foram presos pelo seu trabalho informativo.
8. China
A China tem quase 300 milhões de pessoas conectadas, número maior o que qualquer outro país. Mas as autoridades mantêm severo programa de censura digial, com provedores para filtrar buscas, bloquear sites, apagar conteúdo "inconveniente" e monitorar o tráfego de e-mails. Os meios tradicionais - imprensa, rádio e TV - estão sob o controle do governo. Pelo menos 24 jornalistas digitais estão presos, segundo investigações do CPJ.
9. Turcomenistão
A companhia de telecomunicação MTS começou a oferecer acesso à internet por meio de telefones celulares em 2005, mas o contrato requer que os clientes evitem sites críticos ao governo. O provedor estatal de serviços bloqueia acesso a sites de dissidentes e monitora as contas de e-mails registradas no Gmail, Yahoo e Hotmail.
10. Egito
O tráfego de todos os provedores passa pela Telecom Egito, controlada pelo Estado. As autoridades detêm com regularidade, por períodos indeterminados, blogueiros críticos. Grupos locais de liberdade de imprensa documentaram a detenção de mais de 100 blogueiros em 2008. Ainda que a maioria seja libertada depois de certo período, alguns ficaram detidos por vários meses, muitos sem ordem judicial. Quase todos os detidos indicaram haver sido maltratados, alguns torturados. O blogueiro Abdel Karim Suleiman, conhecido como Karim Amer, está cumprindo pena de 4 anos de prisão por haver "insultado" o islã e o presidente Hosni Mubarak.
A matéria completa pode ser vista no portal do CPJ [em espanhol]
Para o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon, alguns governos estão "aprendendo a voltar a tecnologia contra os blogueiros, censurando e filtrando a internet, restringindo o acesso à web. Quando nada disso funciona, as autoridades simplesmente prendem alguns blogueiros para intimiar o restante da comunidade, com o objetivo de silenciá-la ou para que se autocensure".
Os dez piores, segundo a lista do CPJ
1. Mianmar
O governo de Mianmar mantêm os meios de comunicação sob forte censura e também impõe severas restrições sobre os blogs e outras atividades na internet. O blogueiro Maung Thura, conhecido como Zargnar, está cumprindo 59 anos de prisão por haver divulgado imagens do ciclone Nargis, em 2008.
2. Irã
As autoridades prendem e reprimem com regularidade os blogueiros que escrevem críticas sobre líderes religisoso ou políticos, sobre a revolução islâmica e seus símbolos. O governo obriga que os blogueiros registrem os seus blogs no Ministério de Arte e Cultura. Milhares de sites são bloqueados. O blogueiro Omidreza Mirsayafi, preso por "insulto" a líderes religiosos, morreu na prisão, em circunstâncias não esclarecidas.
3. Síria
O governo usa filtros para bloquear sites. As autoridades prendem blogueiros que divulgam infomação consideradas "falsas" ou prejudiciais à "unidade nacional". Waed al-Mhana, defensor de sítios arqueológicos em perigo, está sendo processado por haver denunciado a demolição de um antigo mercado em Damasco.
4. Cuba
O blog Generación Y de Yoani Sánchez faz parte de um pequeno e crescente grupo de blogueiros independentes cubanos. A população de Cuba somente pode conectar-se à web em hotéis e cafés. A internet é controlada pelo governo por meio de "vales" muito caros. O governo cubano mantém presos 21 jornalistas, que foram a vanguarda do jornalismo digital em Cuba. Esses jornalistas enviavam seu material para blogs do exterior e foram detidos em 2003.
5. Arábia Saudita
Cerca de 400 mil sítios são bloqueados pelo governo, incluindo os que abordam temas políticos sociais ou religiosos. O blogueiro Fouad Ahmed al-Farhan foi encarcerado durante vários meses em 2007, sem acusação formal, por haver defendido reformas no regime e a liberação de presoso políticos.
6. Vietnã
Os blogueiros tentam, por meio da internet, furar o bloqueio dos meios de comunicação tradicionais, controlados pelo governo. As autoridades têm pedido a companhias como o Yahoo, Google e Microsoft que lhes entregue informações sobre os blogueiros. Em setembro do ano passado, o blogueiro Nguyen Van Hai, conhecido como Dieu Cay, foi sentenciado a 30 anos de prisão por evasão de impostos. Investigação do CPJ mostra que foi uma represália pela sua atuação como blogueiro.
7. Tunísia
Os provedores da internet têm de entregar ao governo o IP ou outra informação que lhe permita identificar os blogueiros. Todo o tráfico da internet é controlado. Os blogueiros Slim Boukhdhir e Mohamed Abbou foram presos pelo seu trabalho informativo.
8. China
A China tem quase 300 milhões de pessoas conectadas, número maior o que qualquer outro país. Mas as autoridades mantêm severo programa de censura digial, com provedores para filtrar buscas, bloquear sites, apagar conteúdo "inconveniente" e monitorar o tráfego de e-mails. Os meios tradicionais - imprensa, rádio e TV - estão sob o controle do governo. Pelo menos 24 jornalistas digitais estão presos, segundo investigações do CPJ.
9. Turcomenistão
A companhia de telecomunicação MTS começou a oferecer acesso à internet por meio de telefones celulares em 2005, mas o contrato requer que os clientes evitem sites críticos ao governo. O provedor estatal de serviços bloqueia acesso a sites de dissidentes e monitora as contas de e-mails registradas no Gmail, Yahoo e Hotmail.
10. Egito
O tráfego de todos os provedores passa pela Telecom Egito, controlada pelo Estado. As autoridades detêm com regularidade, por períodos indeterminados, blogueiros críticos. Grupos locais de liberdade de imprensa documentaram a detenção de mais de 100 blogueiros em 2008. Ainda que a maioria seja libertada depois de certo período, alguns ficaram detidos por vários meses, muitos sem ordem judicial. Quase todos os detidos indicaram haver sido maltratados, alguns torturados. O blogueiro Abdel Karim Suleiman, conhecido como Karim Amer, está cumprindo pena de 4 anos de prisão por haver "insultado" o islã e o presidente Hosni Mubarak.
A matéria completa pode ser vista no portal do CPJ [em espanhol]
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Eliminar jornais salva o planeta?
Marriott, o grupo hoteleiro avisou que não mais distribuirá jornais automaticamente aos clientes. A rede disse que cada jornal representa meia libra de emissões de dióxido de carbono. Eles distribuem 50 mil jornais por dia, cerca de 18 milhões por ano. A rede hoteleira pretende fazer a distribuição mais dirigida e usar meios eletrônicos para difundir notícias. No NYT.
Blog, Twitter e YouTube
A exemplo de Barack Obama, o presidente Lula pretende utilizar-se de todos os meios virtuais disponíveis. Vai lançar o "Blog do Planalto", um perfil no Twitter e estuda como usar o YouTube. Mais.
A propósito, sempre que vou a debates com dirigentes sindicais, estes se queixam da "falta de espaço" na "grande imprensa". O que eu respondo é o seguinte: a esquerda brasileira nunca teve competência criar um jornal de referência, a exemplo de alguns países da Europa [e mesmo a esquerda americana, que tem uma revista de repercussão mundial a Mother Jones]. Agora, esse bonde já passou. Mas a esquerda ainda pode lançar mão dos meios eletrônicos, inclusive criando uma TV na internet, a baixo custo, em vez de ficar se queixando.
Está aí o ex-sindicalista Luiz Inácio mostrando o caminho.
A propósito, sempre que vou a debates com dirigentes sindicais, estes se queixam da "falta de espaço" na "grande imprensa". O que eu respondo é o seguinte: a esquerda brasileira nunca teve competência criar um jornal de referência, a exemplo de alguns países da Europa [e mesmo a esquerda americana, que tem uma revista de repercussão mundial a Mother Jones]. Agora, esse bonde já passou. Mas a esquerda ainda pode lançar mão dos meios eletrônicos, inclusive criando uma TV na internet, a baixo custo, em vez de ficar se queixando.
Está aí o ex-sindicalista Luiz Inácio mostrando o caminho.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Simpósio Internacional de Jornalismo Online,
em sua 10ª edição, será realizado na Universidade do Texas, em Austin, nos dias 17 e 18 de abril. Reunirá jornalistas, acadêmicos e executivos da indústria jornalística dos Estados Unidos, América Latina e Ásia. O evento é organizado desde desde 1999 pelo professor Rosental Calmon Alves, titular da cátedra Knight de Jornalismo Internacional e da cátedra da Unesco em Comunicação. Rosental é brasileiro e foi o cara que pôs o primeiro jornal na internet no país, o Jornal do Brasil, em 1997, na pré-história da internet. O evento será transmitido ao vivo pelos alunos Universidade do Texas. Veja mais na Abraji.
Jornalismo cidadão
The Washington Times, jornal americano, destinará uma página diária para colaboração de leitores. O projeto se inicia no dia no dia 20 de abril.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
OhmyNews
É o maior jornal do mundo feito por "jornalistas cidadãos". O coreano OhmyNews foi fundado em 2000 e, de acordo com a revista Forbes tem mais de 70 mil colaboradores - e outros seis mil para a versão em inglês do seu portal, o OhmyNews International (OMNI). Veja entrevista que o IJNet fez com o editor sênior da OMNI, Todd C. Thacker.
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"Estamos furiosos...
e não vamos mais suportar isto. Não podemos continuar assistindo outros roubarem nosso trabalho amparados em teorias legais equivocadas". Dean Singleton, presidente da Associated Press, para quem é insustentável ver a reprodução indiscrimindada das notícias produzidas pela agência sem que nada lhes seja pago. Aqui.
domingo, 12 de abril de 2009
Cobrando pelo conteúdo.
Com o título "Mídia dos EUA prepara cobrança de conteúdo on line", a Folha de S. Paulo informa que o New York Times está estudando maneiras de cobrar por algumas partes de seu conteúdo. "Nos próximo meses antecipo que o New York Times deva começar a fazer algumas apostas", disse Bill Keller, editor-executivo do jornal novaiorquino. Veja aqui [para assinantes]. A cobrança de conteúdo vem ganhando cada vez mais adeptos entre os grandes jornais do mundo. O tema é recorrente no blog do Knight Center, um dos centros mais avançados no debate sobre jornalismo on line. Veja "A internet está prejudicando o jornalismo, dizem jornalistas americanos"; no pacote da crise, também entram pedidos de ajuda governamental para os jornais. Aqui. Clique no marcador "web", abaixo, e veja outros outras postagens sobre o assunto.
Quem é o maluco?
"Quem é o maluco que está se matriculando em escolas de jornalismo atualmente", pergunta Sarah Lacy, colunista do blog TechCrunchi, olhando para a crise econômica que devasta os jornais americanos. Mas o número de estudantes de jornalismo cresce cada vez mais, ainda que, ao responder onde querem estar depois de formados, nenhum deles indica os jornalões, mas sim aspiram a um blog famosão. Do blog do Knight Center.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Como salvar o jornalismo
Fazer jornalismo é muito diferente de escrever um blog [sem diminuir a importância deste]. Para fazer isso, basta fazer o que estou fazendo agora: sentar-se frente a um computador e escrever, dar opiniões e, eventualmente, uma ou outra informação. Fazer jornalismo, produzir reportagens - para ser publicada em papel ou na rede -, é muito caro - e alguém tem de pagar por isso. Reconhecendo-me um dinossauro, afirmo que a tese de pagar por conteúdo é defensável. Uma das formas poderia ser a do "micropagamento", no qual o internauta escolheria aquilo que quer ver, pagando somente por aquela "unidade". Walter Isaacson, ex-diretor administrativo da revista Time, escreveu com propriedade sobre isso. Ele termina o seu artigo assim:
"Não digo isto [a defesa da tese do pagamento] porque eu seja 'mau', que é a definição que minha filha faz de quem quer cobrar pelo conteúdo da internet. Digo porque minha filha é muito criativa e, quando ficar mais velha, quero que ela seja remunerada pela qualidade de seu trabalho, ao invés de me procurar para pedir dinheiro ou decidir que faz mais sentido tornar-se dona de um banco de investimentos. Também o digo porque adoro jornalismo. Acho que é válido e deveria ser valorizado por seus consumidores. Cobrar pelo conteúdo força os jornalistas a uma disciplina: eles devem produzir coisas que as pessoas realmente valorizem. A necessidade de ser valorizado pelos leitores – servindo a eles, antes de tudo, e não dependendo exclusivamente da arrecadação da publicidade – permitirá novamente à mídia encontrar o verdadeiro ritmo de que trata o jornalismo."
"Não digo isto [a defesa da tese do pagamento] porque eu seja 'mau', que é a definição que minha filha faz de quem quer cobrar pelo conteúdo da internet. Digo porque minha filha é muito criativa e, quando ficar mais velha, quero que ela seja remunerada pela qualidade de seu trabalho, ao invés de me procurar para pedir dinheiro ou decidir que faz mais sentido tornar-se dona de um banco de investimentos. Também o digo porque adoro jornalismo. Acho que é válido e deveria ser valorizado por seus consumidores. Cobrar pelo conteúdo força os jornalistas a uma disciplina: eles devem produzir coisas que as pessoas realmente valorizem. A necessidade de ser valorizado pelos leitores – servindo a eles, antes de tudo, e não dependendo exclusivamente da arrecadação da publicidade – permitirá novamente à mídia encontrar o verdadeiro ritmo de que trata o jornalismo."
terça-feira, 7 de abril de 2009
Conteúdo on line deve ser pago?
"Rupert Murdoch, diretor da New Corp. [uma das maiories corporações internacionais de mídia]disse que os jornais devem cobrar por seu conteúdo online e substituir assim a queda da receita publicitária." Aqui. É cada vez maior o número de vozes que se levantam para defender a cobrança do conteúdo on line. E você, o que acha?
O preço da notícia
"Se uma reportagem de capa na revista do NYT custa 40 mil dólares, qual é o futuro do jornalismo narrativo?" Knight Center.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Como escrever para a web
Cópia do livro acima pode ser baixado aqui [na base do 0800]. Foi escrito pelo colombiano Guilhermo Franco e traduzido pelo meu amigo Marcelo Soares - jornalista e tradutor de quadrinhos de super-heróis -, que mora em apartamento na rua da Consolação, de cuja janela ele vê o tempo nublado e o trânsito infernal de São Paulo.
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