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terça-feira, 5 de maio de 2009

BBC abre Academia de Jornalismo

A BBC - rede pública de rádio e TV do Reino Unido - resolveu difundir para o público o seu método de fazer jornalismo. Para isso criou na internet a sua Academia de Jornalismo. O objetivo, segundo Rogério Simões, diretor da BBC Brasil, é começar a compartilhar com o público "os padrões em que se baseia a sua produção jornalística". Ele diz, na página de abertura da Academia, que o novo espaço explicará ao leitor os princípios que regem o trabalho da rede, "como objetividade, imparcialidade, independência e transparência".

Não resta a menor dúvida que, em uma época em que dizem que a objetividade é impossível, que a isenção é uma "invenção burguesa" e que se assassina a verdade em nome de um relativismo irresponsável, a iniciativa de uma rede do porte e da credibilidade da BBC é de importância incomensurável.

sábado, 2 de maio de 2009

Dilma Roussef: a resposta

A carta da ministra Dilma Roussef [Casa Civil] ao jornal Folha de S. Paulo é mais um capítulo no caso da matéria "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto" [5/4/2009]. Veja a íntegra da carta da ministra no Observatório da Imprensa.
O fato é que as informações divulgadas pelo jornal estão ficando cada vez mais difíceis de se sustentarem. Primeiro foi o professor Antonio Roberto Espinosa negando que havia dito o que o jornal publicou, isto é, que a ministra Dilma sabia do plano para sequestrar Delfim [ação que nunca se realizou].
Espinosa era dirigente da VAR-Palmares no período da ditadura miliar - e a base para a matéria foram suas declarações. O professor desafiou o jornal a publicar a íntegra da entrevista, o que a Folha não aceitou fazer. Agora, a carta da ministra [também não publicada] apontando como falsa uma ficha criminal, divulgada como sendo dela, na primeira página do jornal.
Em matéria na edição de 25/4/2009 [aqui, para assinantes], a Folha reconhece que errou ao informar que a origem da ficha era o Dops [foi recebida por e-mail] e que errara também ao "tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada - bem como não pode ser descartada [grifei]". Até onde se sabe, quase tudo pode entrar nessa categoria de não poder ser "descartado", é só fazer um teste: "Ele é um marido fiel, mas a infidelidade não pode ser descartada"; "Ele é um homem honesto, mas não se pode descartar que ele venha a praticar alguma ilegalidade"; "Ele é um bom jogador, mas não pode ser descartada a possiblidade dele vir a se tornar um grosso", e assim vai. É uma estranha maneira de reconhecer um erro que parece tão evidente.
Obviamente, todo jornal pode cometer equívocos. Quando acontece isso, o melhor a fazer é reconhecer o erro sem subterfúgios; a credibilidade sai muito menos arranhada do que tentar econdê-lo por jogo de palavras.
Tratei do mesmo assunto em outras duas postagens, aqui e aqui.

A gripe e a mídia

O blog do Knigh Center fou Journalism traz postagem mostrando que analistas de mídia consideram a cobertura da gripe suína exagerada, o que estaria fazendo aumentar a ansidedade das pessoas e levando pânico à população. No blog do Knight Center há link para artigos dos jornalistas - do Brasil e do exterior - que fazem críticas à cobertura. No Verbo Solto Luiz Weiz lembra que a malária mata muito mais gente em países pobres, sem que a tragédia vire notícia.
A situação de agora repete a cobertura da "gripe aviária", quando populações de lugares em que a possibilidade de contágio era absolutamente remota tiveram comporamento como se estivessem sob risco iminente de contrair a doença. Também não há como esquecer que, após o 11 de setembro de 2001, a população americana correu às lojas para comprar máscaras de gás e para estocar comida.
Obviamente, a imprensa precisa noticiar os fatos, mas também é nessário encontrar o equilíbrio entre as informações de interesse público, que precisam ser divulgadas, e o cuidado para que isso não cause histeria.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Folha de S.Paulo dá início a mudança editorial

Com o objetivo de dar início a uma mudança editorial, o diretor de redação da Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, e a editora-executiva, Eleonora Lucena, enviaram e-mail à redação para apresentar as diretrizes que vão “nortear as ações na produção e edição da Folha”. O jornal terá que trazer “informação exclusiva”, ampliar “a carga de interpretação e análise” e ser “conciso e claro”.
“Com esse projeto - que será desdobrado em várias medidas práticas -, busca-se reforçar os pilares do Projeto Editorial: praticar um jornalismo plural, crítico, apartidário e independente”, escrevem os dois na mensagem enviada na semana passada.

Conheça as diretrizes para a realização da mudança editorial:

1. Organizar a pauta selecionando mais os assuntos e priorizando as abordagens exclusivas dos fatos de relevo. Buscar o furo como prioridade máxima. Ter um planejamento de médio e longo prazo para desenvolvimento de pautas mais abrangentes;

2. Na produção, cuidar para ampliar o número de fontes, buscar o contraditório e sempre entender o contexto e os interesses que cercam a notícia. Não hesitar em pautar histórias que revigorem o prazer da leitura;

3. Na elaboração dos textos, trabalhar com concisão e didatismo. Observar a necessidade de a redação ter: a) frases e parágrafos curtos (máximo de 10 linhas justificadas), b) uso de aspas apenas quando houver relevância ou quando declaração for curiosa; c) emprego de números e cifras com mais critério, lembrando sempre de relacionar a parte e o todo, d) preocupação com as nuances, os matizes de argumentos e fatos, fazendo relatos com fidelidade, sem tentar enquadrá-los em categorias preconcebidas, e) a memória do caso e suas interrelações, f) narração clara e fácil, evitando jargões; g) conexão com a vida prática dos leitores;

4. Na edição, ter a preocupação de oferecer um produto mais compacto e integrado, sem reduzir espaço reservado a artes e fotos. É necessário reforçar a hierarquia nas páginas. Ajuste gráfico em curso auxiliará nessa tarefa. É preciso dar visibilidade ao “outro lado” e usar com mais frequência recursos como: a) “análise”, b) “perguntas e respostas” / “para entender o caso”,
c) “quem ganha e quem perde”, d) “saiba mais”, e) “e eu com isso?”.

[reproduzido na íntegra, inclusive título, do site Comunique-se]

terça-feira, 28 de abril de 2009

A complicada escolha das palavras

O artigo da ombudsman do New York Times desta semana, que tem o título acima, discute como a escolha de uma palavra mobiliza a redação de um jornal, e "demonstra os campos minados lingüísticos pelos quais jornalistas passam todo dia quando querem fornecer descrições precisas aos leitores".
Ela está falando na mudança na forma como o jornal classifica o sofrimento inflingido pela CIA ao prisioneiros da al-Qaeda. A reportagem descreve que os prisioneiros "tiveram que tirar as roupas e foram agredidos; ficaram mantidos acordados por 11 dias seguidos, algumas vezes com os braços acorrentadas ao teto; ficaram confinados em quartos escuros e passaram por simulações de afogamento". E como chamar isso: de "tramento cruel", "tramento brutal" ou simplesmente "tortura"? Para o governo Bush, eram técnicas "avançadas" de interrogatório.
O NYT começou classificando os interrogatórios de "cruéis", depois passou a chamá-los de "brutais", usando menos a palavra "tortura".
Segundo a ombudsman, alguns leitores acham que o jornal vem usando eufemismo, em vez de classificar como "tortura" o que ocorreu; outros achando que as medidas extremas eram necessários. Veja no Observatório da Imprensa.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Por que tanta gente quer ser jornalista?

Com o título acima, o velho repórter Ricardo Kotscho fez uma postagem em seu Balaio, comentando uma das muitas palestras que faz para estudantes. Ele começa assim:
"Faz muitos anos que os cursos de comunicação social que formam jornalistas são os mais cobiçados nos exames vestibulares. Faculdades de jornalismo pipocam por todo país, são centenas por toda parte. Por isso, eu me pergunto: por que tanta gente quer ser jornalista, exatamente neste momento em que se anuncia a morte dos jornais e a nossa profissão é tão criticada pelo conjunto da sociedade? Além disso, estamos prestes a ter uma decisão do Supremo Tribunal Federal, provavelmente acabando com a obrigatoriedade do diploma, o que, na prática, significa que qualquer um poderá ser jornalista, como já vem acontecendo." No fim, ele diz não ter resposta para a pergunta e pede socorro a seus leitores.
Ainda tem um brinde: ele reproduz a palestra que fez aos estudantes. Vale a pena ler, seja você estudante, jornalista - ou tenha qualquer outra profissão.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Encontro Nacional de Comunicação

Está sacramentado no Diário Oficial da União [17/4/2009] o decreto presidencial que convoca a Primeira Conferência Nacional de Comunicação. Será entre os dias 1 a 3 de dezembro deste ano, com o tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.
Lula havia anunciado, no Fórum Social Mundial, realizado em Belém, a disposição em convocar a conferência. As despesas serão bancadas pelo Ministério das Comunicações, que dispõe de R$ 8,2 milhões no orçamento de 2009 para o evento. Veja mais no portal do Ministério das Comunicações.

A mídia em debate

Carta Maior promove o evento "A mídia em debate", na próxima sexta-feira, 24 de abril. Será no hotel Macksoud Plaza, em São Paulo, às 19 horas, com entrada gratuita. Debatedores: Laurindo Leal Filho [professor da USP], Venício Lima [pesquisador da UnB], Luis Nassif [jornalista] e Damian Loreti [professor da Universidade de Buenos Aires]. Convidado especial: o professor Antonio Roberto Espinosa [aquele que deu entrevista para a Folha de S. Paulo e, depois da publicação, acusou o jornal de ter-lhe deturpado as palavras, ao envolver a ministra Dilma Rousseff em um plano - não realizado - para sequestrar Delfin Neto, no período da ditadura militar]. Ver aqui.
Para quem não pode estar em Sampa, o evento será transmitido ao vivo pela TV Carta Maior.

Blog, Twitter e YouTube

A exemplo de Barack Obama, o presidente Lula pretende utilizar-se de todos os meios virtuais disponíveis. Vai lançar o "Blog do Planalto", um perfil no Twitter e estuda como usar o YouTube. Mais.
A propósito, sempre que vou a debates com dirigentes sindicais, estes se queixam da "falta de espaço" na "grande imprensa". O que eu respondo é o seguinte: a esquerda brasileira nunca teve competência criar um jornal de referência, a exemplo de alguns países da Europa [e mesmo a esquerda americana, que tem uma revista de repercussão mundial a Mother Jones]. Agora, esse bonde já passou. Mas a esquerda ainda pode lançar mão dos meios eletrônicos, inclusive criando uma TV na internet, a baixo custo, em vez de ficar se queixando.
Está aí o ex-sindicalista Luiz Inácio mostrando o caminho.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Direito à informação pública

Está disponível o relatório do seminário de direito de acesso às informações públicas, realizado no início deste mês, em Brasília. Aqui. Há arquivos de texto, vídeo e Power Point, neste um resumo do que representa o "direito de acesso", apresentado por Rosental Calmon Alves, diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.

Negar informação à sociedade é censura

A Corte Européia de Direitos Humanos decidiu que a negativa de órgãos públicos em liberar informação fundamental ao monitoramento do governo pela sociedade e mídia se caracteriza como censura, a partir do monopólio da informação. O tribunal considerou transgressão à Convenção Européia de Direitos Humanos a medida da Corte Constitucional Húngara, quando negou à União Húngara de Liberdades Civis a divulgação dos questionamentos dos parlamentares sobre a legalidade de uma nova lei de política pública para drogas. Mais aqui.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"Estamos furiosos...

e não vamos mais suportar isto. Não podemos continuar assistindo outros roubarem nosso trabalho amparados em teorias legais equivocadas". Dean Singleton, presidente da Associated Press, para quem é insustentável ver a reprodução indiscrimindada das notícias produzidas pela agência sem que nada lhes seja pago. Aqui.

domingo, 12 de abril de 2009

Cobrando pelo conteúdo.

Com o título "Mídia dos EUA prepara cobrança de conteúdo on line", a Folha de S. Paulo informa que o New York Times está estudando maneiras de cobrar por algumas partes de seu conteúdo. "Nos próximo meses antecipo que o New York Times deva começar a fazer algumas apostas", disse Bill Keller, editor-executivo do jornal novaiorquino. Veja aqui [para assinantes]. A cobrança de conteúdo vem ganhando cada vez mais adeptos entre os grandes jornais do mundo. O tema é recorrente no blog do Knight Center, um dos centros mais avançados no debate sobre jornalismo on line. Veja "A internet está prejudicando o jornalismo, dizem jornalistas americanos"; no pacote da crise, também entram pedidos de ajuda governamental para os jornais. Aqui. Clique no marcador "web", abaixo, e veja outros outras postagens sobre o assunto.

Ombudsman e o desmentido da fonte

Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha de S. Paulo, abordou em sua coluna deste domingo [12/4/2009] a entrevista do professor Antonio Roberto Espinosa, ex-dirigente do grupo guerrilheiro VAR-Palmares, publicada pelo jornal. Espinosa nega ter dito que a ministra Dilma Roussef, então integrante do grupo, soubesse de um plano para sequestrar Delfim Netto, em 1969, conforme saiu no jornal. A Redação reafirma que o texto publicado reflete o que o entrevistado falou. O ombudsman defende a publicação da íntegra da entevista na internet - transcrita ou em áudio - para que os leitores possam tirar suas próprias conclusões. Veja o texto do ombudsman aqui. Eu falei do assunto na postagem "O desmentido da fonte". Clique em "Folha" no marcador e veja.

Quem é o maluco?

"Quem é o maluco que está se matriculando em escolas de jornalismo atualmente", pergunta Sarah Lacy, colunista do blog TechCrunchi, olhando para a crise econômica que devasta os jornais americanos. Mas o número de estudantes de jornalismo cresce cada vez mais, ainda que, ao responder onde querem estar depois de formados, nenhum deles indica os jornalões, mas sim aspiram a um blog famosão. Do blog do Knight Center.

Conselhos a um jornalista

Fim de semana prolongado, etc., voltei ao livro Conselhos a um jornalista, de Voltaire. O texto é de 1737, mas quão atuais são alguns dos conselhos. Há muitos jornalistas que precisam ouvi-los:

"Se imparcial. Tens ciência e gosto; se além disso fores justo, predigo-te um sucesso duradouro" [Sobre como seria um jornal "que agrade o nosso século e a posteridade".]

"Tudo pode entrar na tua espécie de jornal, mesmo uma canção bem feita; nada desdenhes."

"Aconselho-te sobretudo, ao incluíres escritos de filosofia, que exponha primeiramente ao leitor uma espécie de síntese histórica das opiniões propostas ou das verdades estabelecidas."

"Nunca empregues uma palavra nova, a não ser que ela tenha estas três qualidades: ser necessária, inteligível e sonora. Ideias novas, principalmente em física, exigem expressões novas; mas substituir uma palavra usual por outro palavra cujo único mérito é novidade não é enriquecer a língua, mas aviltá-la." [Se Voltaire fosse nosso contemporâneo, e brasileiro, suspeito que ele substituiria "palavra nova" por "palavra estrangeira".]

"[...] Quer-se embelezar matérias um pouco áridas, mas parece-me que todas as pessoas honradas preferem cem vezes um homem grave, mas sábio, a um mau gracejador." [Me atrevo a dizer que se Voltaire escrevesse hoje, ele dirigiria a admoestação àqueles que decretam a "morte do lide", mas não sabem escrever uma matéria com começo, meio e fim.]

"Por exemplo, nada é mais comum nas gazetas que esta frase: Ficamos sabendo que os sitiadores teriam em tal dia batido em retirada; dizem que dois exércitos teriam se aproximado; em vez de: os dois exércitos se aproximaram, os sitiadores bateram em retirada, etc."

"Esse estilo gótico dos éditos e das leis é como uma cerimonia na qual usamos roupas antigas; mas não devemos usá-las em outros lugares. Seria muito melhor, até, se fizessem leis, que são feitas para ser facilmente entendidas, falar a linguagem comum. [...] Os escritores devem evitar esse abuso, praticado por todas as gazetas estrangeiras. Devem imitar o estilo da Gazeta impressa em Paris: ao menos ela diz corretamente coisas úteis."

Comprei o livro [editora Martins Fontes] há dois anos, na Fnac, naquela espécie de bacia das almas que eles põem os livros em liquidação. Eu olho sempre, no meio do cascalho sempre se descobre uma pepita.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Diploma

Me pedem com frequência para falar sobre a exigência do diploma específico para o exercício da profissão de jornalista. Talvez porque, em Fortaleza, eu seja um dos poucos que defendem a necessidade de uma nova regulamentação. Falei longamente para Marcos Montenegro, aluno da Fa7. Quem tiver paciência de ler está aqui [não vou mentir :) é longo]. Pouco antes, na minha estreia em blog, falei para Emílio Morerno, Liberdade Digital.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Globo: novela em 3D e telejornal em celular






Veja aqui e aqui.

Como salvar o jornalismo

Fazer jornalismo é muito diferente de escrever um blog [sem diminuir a importância deste]. Para fazer isso, basta fazer o que estou fazendo agora: sentar-se frente a um computador e escrever, dar opiniões e, eventualmente, uma ou outra informação. Fazer jornalismo, produzir reportagens - para ser publicada em papel ou na rede -, é muito caro - e alguém tem de pagar por isso. Reconhecendo-me um dinossauro, afirmo que a tese de pagar por conteúdo é defensável. Uma das formas poderia ser a do "micropagamento", no qual o internauta escolheria aquilo que quer ver, pagando somente por aquela "unidade". Walter Isaacson, ex-diretor administrativo da revista Time, escreveu com propriedade sobre isso. Ele termina o seu artigo assim:

"Não digo isto [a defesa da tese do pagamento] porque eu seja 'mau', que é a definição que minha filha faz de quem quer cobrar pelo conteúdo da internet. Digo porque minha filha é muito criativa e, quando ficar mais velha, quero que ela seja remunerada pela qualidade de seu trabalho, ao invés de me procurar para pedir dinheiro ou decidir que faz mais sentido tornar-se dona de um banco de investimentos. Também o digo porque adoro jornalismo. Acho que é válido e deveria ser valorizado por seus consumidores. Cobrar pelo conteúdo força os jornalistas a uma disciplina: eles devem produzir coisas que as pessoas realmente valorizem. A necessidade de ser valorizado pelos leitores – servindo a eles, antes de tudo, e não dependendo exclusivamente da arrecadação da publicidade – permitirá novamente à mídia encontrar o verdadeiro ritmo de que trata o jornalismo."

terça-feira, 7 de abril de 2009

Conteúdo on line deve ser pago?

"Rupert Murdoch, diretor da New Corp. [uma das maiories corporações internacionais de mídia]disse que os jornais devem cobrar por seu conteúdo online e substituir assim a queda da receita publicitária." Aqui. É cada vez maior o número de vozes que se levantam para defender a cobrança do conteúdo on line. E você, o que acha?