quinta-feira, 16 de abril de 2009
Negar informação à sociedade é censura
A Corte Européia de Direitos Humanos decidiu que a negativa de órgãos públicos em liberar informação fundamental ao monitoramento do governo pela sociedade e mídia se caracteriza como censura, a partir do monopólio da informação. O tribunal considerou transgressão à Convenção Européia de Direitos Humanos a medida da Corte Constitucional Húngara, quando negou à União Húngara de Liberdades Civis a divulgação dos questionamentos dos parlamentares sobre a legalidade de uma nova lei de política pública para drogas. Mais aqui.
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia
A 2ª edição do evento, promovido pela revista Imprensa, será aberta com o painel “A indústria jornalística e sua herança democrática”, com a participação de Ricardo Gandour (Grupo Estado), Heródoto Barbeiro (CBN e TV Cultura) e Sergio Murillo de Andrade (Fenaj). Será no dia 4 de maio, em São Paulo. [Programação]
Anônimo revisor
Arranjei um revisor "Anônimo"; creio que é o mesmo que me fez uma correção outro dia, pois não é possível que eu tenha dois leitores. Agora, ele viu o Grouxo, que já reescrevi corretamente na postagem abaixo. Para não perder a viagem, deixo uma frase do Groucho Marx: "Eu não posso dizer que não discordo com você."
Jornalista, só com diploma
Recebi convite para entrar na comunidade acima, de pessoas que defendem a exigência do diploma específico de Jornalismo para o exercício da profissão. Parece que erraram de endereço: não creio que esse seja o único modo de fazer jornalismo. De qualquer modo, a exemplo de Marx [o Groucho], eu não entro em nenhum clube que me aceite como sócio. Veja mais clicando o marcador "diploma".
terça-feira, 14 de abril de 2009
Jornalismo em Contexto
É o tema sobre o qual fui convidado para falar, junto com Nilton Júnior (TV O POVO), aos estudantes do curso de Jornalismo da Fa7. "Em tempos de internet e notícias online, como fica a cobertura jornalística das editorias de cidades dos jornais impressos e telejornais? Que mudanças ocorreram no que se refere à pauta, redação, edição?" São as perguntas que querem que respondamos. Será nesta quarta-feira (15/4), às 20h30min, com mediação da professora Alessandra Marques.
Presente
O professor Júlio Rocha me ofereceu o cabeçalho acima, pelo que agradeço. Eu não saberia fazer.
Simpósio Internacional de Jornalismo Online,
em sua 10ª edição, será realizado na Universidade do Texas, em Austin, nos dias 17 e 18 de abril. Reunirá jornalistas, acadêmicos e executivos da indústria jornalística dos Estados Unidos, América Latina e Ásia. O evento é organizado desde desde 1999 pelo professor Rosental Calmon Alves, titular da cátedra Knight de Jornalismo Internacional e da cátedra da Unesco em Comunicação. Rosental é brasileiro e foi o cara que pôs o primeiro jornal na internet no país, o Jornal do Brasil, em 1997, na pré-história da internet. O evento será transmitido ao vivo pelos alunos Universidade do Texas. Veja mais na Abraji.
Jornalismo cidadão
The Washington Times, jornal americano, destinará uma página diária para colaboração de leitores. O projeto se inicia no dia no dia 20 de abril.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
OhmyNews
É o maior jornal do mundo feito por "jornalistas cidadãos". O coreano OhmyNews foi fundado em 2000 e, de acordo com a revista Forbes tem mais de 70 mil colaboradores - e outros seis mil para a versão em inglês do seu portal, o OhmyNews International (OMNI). Veja entrevista que o IJNet fez com o editor sênior da OMNI, Todd C. Thacker.
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Espinafrando os prêmios do Senado
Marcelo Soares leu a postagem abaixo e avisou que espinafrava os prêmios para jornalismo instituídos pelo Senado, ao pé da postagem "Gente que não presta", no "E você com isso?"
"Estamos furiosos...
e não vamos mais suportar isto. Não podemos continuar assistindo outros roubarem nosso trabalho amparados em teorias legais equivocadas". Dean Singleton, presidente da Associated Press, para quem é insustentável ver a reprodução indiscrimindada das notícias produzidas pela agência sem que nada lhes seja pago. Aqui.
Senado: prêmios de jornalismo
O Senado Federal instituiu dois prêmios de jornalismo, um no âmbito do Congresso Nacional e outro no do Senado. O primeiro cria o Prêmio Barbosa Lima Sobrinho de Jornalismo, para reconhecer trabalhos que contribuam para o aperfeiçoamento do Estado democrático de direito e para a defesa dos direitos humanos. O outro, o Prêmio Jornalista Roberto Marinho de mérito jornalístico, de contribuição relevante para o "engrandecimento do jornalismo brasileiro". Ao Prêmio Barbosa Lima Sobrinho de Jornalismo poderão concorrer matérias veiculadas por jornais, revistas, emissoras de rádio, televisão ou por sites eletrônicos. Serão aceitas inscrições de reportagens nas modalidades escrita, radiofônica, com som e imagem, fotografia e charge. Aqui.
domingo, 12 de abril de 2009
Cobrando pelo conteúdo.
Com o título "Mídia dos EUA prepara cobrança de conteúdo on line", a Folha de S. Paulo informa que o New York Times está estudando maneiras de cobrar por algumas partes de seu conteúdo. "Nos próximo meses antecipo que o New York Times deva começar a fazer algumas apostas", disse Bill Keller, editor-executivo do jornal novaiorquino. Veja aqui [para assinantes]. A cobrança de conteúdo vem ganhando cada vez mais adeptos entre os grandes jornais do mundo. O tema é recorrente no blog do Knight Center, um dos centros mais avançados no debate sobre jornalismo on line. Veja "A internet está prejudicando o jornalismo, dizem jornalistas americanos"; no pacote da crise, também entram pedidos de ajuda governamental para os jornais. Aqui. Clique no marcador "web", abaixo, e veja outros outras postagens sobre o assunto.
Ombudsman e o desmentido da fonte
Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha de S. Paulo, abordou em sua coluna deste domingo [12/4/2009] a entrevista do professor Antonio Roberto Espinosa, ex-dirigente do grupo guerrilheiro VAR-Palmares, publicada pelo jornal. Espinosa nega ter dito que a ministra Dilma Roussef, então integrante do grupo, soubesse de um plano para sequestrar Delfim Netto, em 1969, conforme saiu no jornal. A Redação reafirma que o texto publicado reflete o que o entrevistado falou. O ombudsman defende a publicação da íntegra da entevista na internet - transcrita ou em áudio - para que os leitores possam tirar suas próprias conclusões. Veja o texto do ombudsman aqui. Eu falei do assunto na postagem "O desmentido da fonte". Clique em "Folha" no marcador e veja.
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Quem é o maluco?
"Quem é o maluco que está se matriculando em escolas de jornalismo atualmente", pergunta Sarah Lacy, colunista do blog TechCrunchi, olhando para a crise econômica que devasta os jornais americanos. Mas o número de estudantes de jornalismo cresce cada vez mais, ainda que, ao responder onde querem estar depois de formados, nenhum deles indica os jornalões, mas sim aspiram a um blog famosão. Do blog do Knight Center.
Conselhos a um jornalista
Fim de semana prolongado, etc., voltei ao livro Conselhos a um jornalista, de Voltaire. O texto é de 1737, mas quão atuais são alguns dos conselhos. Há muitos jornalistas que precisam ouvi-los:
"Se imparcial. Tens ciência e gosto; se além disso fores justo, predigo-te um sucesso duradouro" [Sobre como seria um jornal "que agrade o nosso século e a posteridade".]
"Tudo pode entrar na tua espécie de jornal, mesmo uma canção bem feita; nada desdenhes."
"Aconselho-te sobretudo, ao incluíres escritos de filosofia, que exponha primeiramente ao leitor uma espécie de síntese histórica das opiniões propostas ou das verdades estabelecidas."
"Nunca empregues uma palavra nova, a não ser que ela tenha estas três qualidades: ser necessária, inteligível e sonora. Ideias novas, principalmente em física, exigem expressões novas; mas substituir uma palavra usual por outro palavra cujo único mérito é novidade não é enriquecer a língua, mas aviltá-la." [Se Voltaire fosse nosso contemporâneo, e brasileiro, suspeito que ele substituiria "palavra nova" por "palavra estrangeira".]
"[...] Quer-se embelezar matérias um pouco áridas, mas parece-me que todas as pessoas honradas preferem cem vezes um homem grave, mas sábio, a um mau gracejador." [Me atrevo a dizer que se Voltaire escrevesse hoje, ele dirigiria a admoestação àqueles que decretam a "morte do lide", mas não sabem escrever uma matéria com começo, meio e fim.]
"Por exemplo, nada é mais comum nas gazetas que esta frase: Ficamos sabendo que os sitiadores teriam em tal dia batido em retirada; dizem que dois exércitos teriam se aproximado; em vez de: os dois exércitos se aproximaram, os sitiadores bateram em retirada, etc."
"Esse estilo gótico dos éditos e das leis é como uma cerimonia na qual usamos roupas antigas; mas não devemos usá-las em outros lugares. Seria muito melhor, até, se fizessem leis, que são feitas para ser facilmente entendidas, falar a linguagem comum. [...] Os escritores devem evitar esse abuso, praticado por todas as gazetas estrangeiras. Devem imitar o estilo da Gazeta impressa em Paris: ao menos ela diz corretamente coisas úteis."
Comprei o livro [editora Martins Fontes] há dois anos, na Fnac, naquela espécie de bacia das almas que eles põem os livros em liquidação. Eu olho sempre, no meio do cascalho sempre se descobre uma pepita.
"Se imparcial. Tens ciência e gosto; se além disso fores justo, predigo-te um sucesso duradouro" [Sobre como seria um jornal "que agrade o nosso século e a posteridade".]
"Tudo pode entrar na tua espécie de jornal, mesmo uma canção bem feita; nada desdenhes."
"Aconselho-te sobretudo, ao incluíres escritos de filosofia, que exponha primeiramente ao leitor uma espécie de síntese histórica das opiniões propostas ou das verdades estabelecidas."
"Nunca empregues uma palavra nova, a não ser que ela tenha estas três qualidades: ser necessária, inteligível e sonora. Ideias novas, principalmente em física, exigem expressões novas; mas substituir uma palavra usual por outro palavra cujo único mérito é novidade não é enriquecer a língua, mas aviltá-la." [Se Voltaire fosse nosso contemporâneo, e brasileiro, suspeito que ele substituiria "palavra nova" por "palavra estrangeira".]
"[...] Quer-se embelezar matérias um pouco áridas, mas parece-me que todas as pessoas honradas preferem cem vezes um homem grave, mas sábio, a um mau gracejador." [Me atrevo a dizer que se Voltaire escrevesse hoje, ele dirigiria a admoestação àqueles que decretam a "morte do lide", mas não sabem escrever uma matéria com começo, meio e fim.]
"Por exemplo, nada é mais comum nas gazetas que esta frase: Ficamos sabendo que os sitiadores teriam em tal dia batido em retirada; dizem que dois exércitos teriam se aproximado; em vez de: os dois exércitos se aproximaram, os sitiadores bateram em retirada, etc."
"Esse estilo gótico dos éditos e das leis é como uma cerimonia na qual usamos roupas antigas; mas não devemos usá-las em outros lugares. Seria muito melhor, até, se fizessem leis, que são feitas para ser facilmente entendidas, falar a linguagem comum. [...] Os escritores devem evitar esse abuso, praticado por todas as gazetas estrangeiras. Devem imitar o estilo da Gazeta impressa em Paris: ao menos ela diz corretamente coisas úteis."
Comprei o livro [editora Martins Fontes] há dois anos, na Fnac, naquela espécie de bacia das almas que eles põem os livros em liquidação. Eu olho sempre, no meio do cascalho sempre se descobre uma pepita.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Encontro Internacional de Imagem Contemporânea
Começa no domingo [12/4/2009], promovido pela UFC. Tem uma pá de atividade interessante para quem se interessa pelo assunto. Veja aqui a programação completa.
Experimentei: correção
Um "Anônimo", a quem agradeço, corrigiu um "esperimentei" que cometi na postagem "Nova ortografia". Já corrigi.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Diploma
Me pedem com frequência para falar sobre a exigência do diploma específico para o exercício da profissão de jornalista. Talvez porque, em Fortaleza, eu seja um dos poucos que defendem a necessidade de uma nova regulamentação. Falei longamente para Marcos Montenegro, aluno da Fa7. Quem tiver paciência de ler está aqui [não vou mentir :) é longo]. Pouco antes, na minha estreia em blog, falei para Emílio Morerno, Liberdade Digital.
O quanto sou
Carlos Nóbrega é um sujeito que fala pouco e presta muita atenção; nunca quis ouro nem prata e nem cargos; talvez por isso reste poeta: dos bons. "Ao Plínio dedico com um abraço", ele escreveu, ao deixar O quanto sou na portaria do meu prédio. [Vejam o luxo: o poeta me entrega em domicílio.] Deixo com vocês três poemas do livro:
Um vigoroso:
Cavalos não dão passos.
Cavalos se equilibram
no eco de seus músculos.
Assim são minhas buscas
Assim as faço bruscas
Assim as faço másculas.
Um irônico[?]:
fazia a moça
um feroz discurso
impondo ao homem
a volta à Natureza...
e vi plantados nela
um Sutiã Rendado
um Batom Bem Claro
e Óculos de Aro.
E outro metalinguístico:
Quem me dera
escrevesse O poema,
o deitasse ao chão,
E os pombos o comessem
letra por letra.
Mais, na bem cuidada edição da Expressão Gráfica Editora.
Um vigoroso:
Cavalos não dão passos.
Cavalos se equilibram
no eco de seus músculos.
Assim são minhas buscas
Assim as faço bruscas
Assim as faço másculas.
Um irônico[?]:
fazia a moça
um feroz discurso
impondo ao homem
a volta à Natureza...
e vi plantados nela
um Sutiã Rendado
um Batom Bem Claro
e Óculos de Aro.
E outro metalinguístico:
Quem me dera
escrevesse O poema,
o deitasse ao chão,
E os pombos o comessem
letra por letra.
Mais, na bem cuidada edição da Expressão Gráfica Editora.
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